- Acontecem-me coisas sem falar.Disse como se não tivesse ouvido.
- E digo-lhe mais:
- O que é que você disse?
- Disse que você ouve coisas a mais.
- Ah! Pensei que você tinha dito que eu falava pouco.
Queira desculpar.
José Ilídio Torres
rasga que é papel, rasga que é verso,
Eu,
Num conceito apropriado
Já repararam que, na sociedade em que vivemos é, cada vez mais, raro ouvir alguém dizer “amo-te” ou “gosto de ti”? E que aqueles que o dizem, muitas vezes, fazem-no com receio de serem mal interpretados? É claro que muitas vezes demonstramos, pelos nossos actos, que amamos alguém. Mas será que a outra pessoa o percebe? Será que não vai pensar que reagimos assim com todos os outros?Não é fácil, eu sei e assumo. Gostava de ter a coragem necessária para ser a primeira a dizer: “Amo-te. Gosto de ti”. Parece fácil… Mas não é! Porque não sei o que vão pensar de mim, nem sequer sei se sentem o mesmo. Podem reagir assim com outras pessoas e eu ser apenas mais uma. Ou não... Enquanto não me dizem o que sentem, eu não terei a certeza. E com vocês, também é assim, não é?Mas, pensem lá comigo… Se nós não o dissermos, também não vamos ouvir! Se não o dissermos não vamos saber se sentem o mesmo ou não! Não temos de esconder o que sentimos a quem é o objecto da nossa afeição. Porque, se o fizermos, estaremos a esconder uma parte fundamental de nós a quem mais nos importa. E para quem somos importantes. E se não quiserem que o resto do mundo saiba, não interessa. Basta que os envolvidos saibam!
Dobrei o espaço
Hoje te dou mais trabalho
Me empolam os poros do prazer