domingo, 23 de maio de 2010

Apresentação da obra "Livro Imperfeito", de António Paiva

As Edições Ecopy e o Autor António Paiva têm o prazer de o(a) convidar a estar presente na apresentação da sua nova obra literária "Livro Imperfeito", que ocorrerá no próximo dia 5 de Junho de 2010, pelas 17H00, na FNAC, de Leiria.
Apresentação da obra e autor pelo poeta António MR Martins (eu mesmo...).
Venha fazer parte deste são convívio da palavra.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Apresentação do livro de contos "Para além do tempo", de José Ilídio Torres, em Lisboa

Para o próximo dia 29 de Maio ser grandioso, para mim, nada melhor que a apresentação de um livro de um excelente autor (e amigo) acontecer no mesmo local, às 14H00.
Assim, teremos a apresentação do livro "Para além do tempo", de José Ilídio Torres, no Auditório do Campo Grande, 56, em Lisboa, à hora já referida.
Obra e autor serão apresentados pelo escritor António Paiva (outro amigo).
E, creio, que o José vai trazer consigo uma companhia musical.
Motivos mais que suficientes para se deslocar ao Campo Grande, 56 e passar uma tarde connosco, em beleza.
Apareça! Será, obviamente, bem vindo(a).

Lançamento do meu terceiro livro de poesia "Foz Sentida"

Amigo (a),

O meu terceiro livro de poesia (O LIVRO), "Foz Sentida", sob a chancela Temas Originais, tem agendado seu lançamento para o dia 29 de Maio (sábado), pelas 19H, no Auditório do Campo Grande, 56, em Lisboa.

Obra e autor serão apresentados pela Drª. Zulmira Sizifredo.

Gostaria de poder contar com a vossa presença.

Meu abraço.


segunda-feira, 17 de maio de 2010

Sufoco

de uma forma ou de outra,
e isto não consigo explicar, amo-te...
por tudo e por nada,
sem grandes justificações
mas ciente do que me fazes sentir,
aqui no peito...
e o sufoco de não te ter invade-me
Gonçalo Lobo Pinheiro
foto de Lena Justo

Mudas pedras

Estas pedras
Pisadas sem rigor
Toleradas pelo seu inerte estado
São pressupostos do resistir

Quantos foram os passos
Que as percorreram
Neste vai e vem
Do ir e do vir

Algumas delas
Pequenas
Foram utilizadas
Em lançamentos para vários locais
E assim nada ficou igual
São arremessos do porvir

Poucos falam desta resistente
Vertente da natureza
E ousam delas emitir opinião
São percalços do fugir

Se elas falassem
Se mudas não continuassem

Muito teriam a dizer
Das pisadelas
A que constantemente são sujeitas
São desideratos do consistir

É preciso ter
Um grande poder de encaixe
Para permanecerem impávidas e serenas
E sempre a sorrir

Há quem
Por simples e descuidada pisadela
Grite a abertos pulmões

Outras sensações

Às vezes
Fazem-nos rir


António MR Martins
foto da net

sábado, 15 de maio de 2010

Moliceiro, Ex-libris da Ria

Ó esbelto moliceiro
Padrão da Ria de Aveiro
Hoje dela quase omisso.
Qual airosa embarcação
Que marcou a tradição
Na colheita do moliço.

Foste da Ria o arado
Que assegurou no passado
A muitos lares o sustento
Com os recursos da Ria
Que o homem em ti trazia
E transformava em provento.

Tuas proas coloridas
Com pinturas atrevidas
Ou painéis enternecidos
Eram insígnia notória
Agora apenas memória
Na bruma dos tempos idos.

Existem ainda exemplares
Destes barcos singulares
Mitigando a nostalgia
Dedicados ao turismo
São faustoso brilhantismo
Como Ex-libris da Ria!...


Euclides Cavaco
Poema elaborado pelo autor como gesto de agradecimento aos muitos amigos da região de Aveiro.

Moliceiro, ilustre habitante da Ria de Aveiro

Na sentida foz caminham
as águas do teu sossego,
os braços se desalinham
na beleza que não nego.

Teu moliço antigamente,
transportado no moliceiro;
era o sobreviver da gente
nascida na cidade de Aveiro.

Hoje embarcação graciosa
te revelas aos turistas,
que te levam fotografada.

Na Ria navegas formosa,
lhes ensaias velhas pistas
e sentes-te muito amada.


António MR Martins

foto de António MR Martins. Esta foto faz parte da capa do meu próximo livro de poesia "Foz Sentida", que terá o seu lançamento em Lisboa, dia 29 de Maio.

DIFÍCIL DESPERTAR

'alvorada!' ‘alvorada!’
cacarejou o galo,
gritou o despertador;
às seis horas da manhã,
numa manhã preguiçosa,
daquela; fria e chuvosa.

o poeta abriu um olho,
com o outro; meio de soslaio,
olhou seu mais belo poema;
sua ‘flor do dia’, dormia,
sonhando com a poesia,
o amor da noite anterior,
na cama ainda aquecida.

e a partir daquele dia,
não mais, houve alvorada
e decidiu ser sonhador.
e assim; cumpriu a risca,
e não mais foi pra labuta.
precisava de sossego.

por isso; comeu o galo,
quebrou o despertador.
cumprimentou a preguiça;
e voltou pro cobertor.


José Silveira

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Constante destruir

O cata-vento não mói
E este verso não rima

O tempo às vezes corrói
A moça é tão franzina

O sobreviver também dói
A angústia de quem desanima
E já nada constrói

O moço já não atina
Ele que já foi herói
E agora ninguém ilumina

Tem por graça o nome Elói

Já nada o sentido mima
Agora tudo destrói


António MR Martins
foto in Image 100 - RF Royalty Free, na net

terça-feira, 11 de maio de 2010

Poema das palavras

São de pedra
as minhas palavras
entretiveram-se a florir
nas serras
agasalhando o uivo dos lobos
e o sono das noites mais frias.

São como rios perdidos
nas serras
montes rasgados
em fluidos de alecrim
suspiros errantes
arranhar o vento
feridas que se abrem
dentro de mim.

Murmúrios calados
a eclodir no chão
afagando os pés
que trilham o destino
conchas diabéticas
que se matam de sal
areia da praia
em bebedeiras de poesia.

São cânticos de pássaros
as minhas palavras.
Ousaram abrilhantar
os becos mais sombrios
as feridas dos vagabundos
tropeçando na estrada
como se fossem crianças
a chorar a vida!

Vóny Ferreira

Sonhar com a utopia

Sonho
Com as finitas recordações
Sonho acordado com elas
Neste misto de recordações
Visionado em múltiplas janelas

Sonho
Com o gesto da criança
Brincando na praça livre
Almejos de uma bonança
Por que muita gente vive

Sonho
Com o trajecto futuro
Recheado de boas novas
Onde o virtuoso apuro
Desenvolva belas trovas

Sonho
Com melodias supremas
Juntas a belos cânticos
Onde sublimes poemas
Nos façam sentir românticos

Sonho
Com a pobreza perdida
E nunca mais encontrada
Onde se sarem todas as feridas
E as vidas sejam festejadas

Sonho
Com a amizade sentida
Em relances de felicidade
Amando de forma sofrida
Toda a nossa realidade

Sonho
Com um mundo que tarda
Nos passos para a Igualdade
Que no nosso âmago não arda
A plenitude para a Liberdade


António MR Martins
foto in "Fotosearch Enhanced" - RF Royalty Free, na net

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Quietude...(i)

(...e a Natureza)


Devagar, devagarinho…
Chega o Sol no seu raiar,
Seus raios de ouro fininho
Para a Terra iluminar.


Devagar, devagarinho…
Passa a brisa no pairar,
Ficando o ar tão fresquinho
Tão puro p’ra respirar.


Devagar, devagarinho…
Cai a neve no telhado,
Vai ficar tudo branquinho
Num ambiente gelado.


Devagar, devagarinho…
A nuvem branca a passar,
Parece algodão branquinho
Que anda no céu a voar.


Devagar, devagarinho…
Vai a flor desabrochar,
Deixa no ar um cheirinho,
Quando a manhã vai chegar.


Devagar, devagarinho…
A ave no seu glissar,
Vai direitinha p’ro ninho,
Há “biquitos” a chilrear.


Devagar, devagarinho…
Corre a água no ribeiro,
Vai rolando de mansinho
Como se fosse um goteiro.


Devagar, devagarinho…
Pelo mar a saltitar
Um cardume de golfinhos,
Felizes no deu brincar.


Devagar, devagarinho…
As brandas ondas do mar
Vão à praia, com carinho
A fina areia beijar.


Devagar, devagarinho…
Cai a chuva no pingar,
Fica tudo molhadinho
P’ra Natureza brindar.


Devagar, devagarinho…
Vai o Sol a declinar,
E assim deixar o caminho
Para a Lua clarear.


Devagar, devagarinho…
Foi-se o Sol, vem o luar,
E um luzeiro pequenino
Dum vaga lume a brilhar.


António Boavida Pinheiro

Olhos teus

Nos teus olhos
Renasce o clima
Que o mau tempo desvanece

Nesses olhos
De minha estima
Onde o olhar apetece

Esses teus olhos
Apaziguam o sofisma
Que a toda a hora acontece

Nesse olhar
Que a mim anima
E em cada dia floresce

São teus olhos
Um mundo acima
Deste que agora me aquece

Teus olhos para além de belos
São o carisma
Que amiúde me enlouquece


António MR Martins

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Tempo acabado de um Poeta

O tempo come-te a carne
e vomita flores perfumadas,
selvaticamente.

Ardem os livros
no inferno da Palavra
e o gosto a mel
percorre-te a língua, ávida.

Queixumes e lágrimas
acordam o Poema sagrado,
que desfaz a iliteracia
e aplaude o Poeta
compassivo do tempo
que come carne
e vomita flores.
Vera Sousa Silva

A tua força mulher

Podes festejar o teu ser
Na imensidão de um abraço
Envolvido no permanecer
No carinho do teu regaço

Podes dormir no cansaço
Desígnio do rude labor
Que encontras em ti o espaço
Para dar e receber amor

Podes omitir a tristeza
Que te embala o interior
Numa melancolia profunda

Que sorris sempre à mesa
Onde alimentas a tua dor
Na comida que não abunda


António MR Martins
imagem in http://aideiadenaoterideia.wordpress.com/2009/04/24/movimentos-feministas-decada-60-70/, na net