Lisboa, a minha eterna cidade..., by Gonçalo Lobo Pinheiro.
Pintam
os bagos da felicidade
em
cachos de renovada alegria,
nas
vinhas fingidas da cidade
entre
linhas onde cintila a poesia.
Aloiram-se
tantas parras dispersas
num
encanto porque tanto se cisma
e
as gentes movem-se desconexas
ensaiando
uma nova vindima.
Soam
os cânticos pelo campo-chão,
as
cestas se enchem do futuro vinho
nesta
azáfama da compensação.
Da
terra lhes descobre o caminho
e
à cidade aporta a sedução…
pela
noite, se dormem de mansinho.
António MR Martins