quarta-feira, 11 de julho de 2012

Decadência inabalável


Foshan, na China. Foto de Gonçalo Lobo Pinheiro.

Interrogo-me
A cada intervalo de meus passos
Nos tempos
Em que se empolga a voz
E os conceitos
Entre os paradigmas inadequados
Nesta conjuntura
De registos inacabados

Neste tempo que está em nós
Com defeitos
Sem virtudes
Em tantos dos seus espaços
Nem as feridas suturadas
Cicatrizam de vez

Quase tudo é inconsequente
Neste mundo
Por demais adulterado
Pela cíclica e restrita génese humana
Que nos inferniza
Num rude acto contínuo

António MR Martins

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