sábado, 17 de outubro de 2009

brincadeira de mulheres


Quadro de Domingos Mota - 1919
Salão Nobre da Casa do Alentejo


brinca o ventre na mão que te sossega
a euforia no jogo de cabra-cega.

uma criança cobre a criança-mãe
o salto lúdico que no vai vem

do sopro, na transparência do linho,
desenha o corpo onde se acoita o ninho.

é porque espreitas os seios desnudos
que o desejo cala todos os medos.

a flora brinca na clara clareira
obedecendo ao jogo da fogueira.

deitada sobre as ervas de nocturno
espera a paciência de fauno.
josé félix

1 comentário:

José disse...

caro antónio martins

grato pelo benefício dado ao poema.

um abraço forte

josé félix