quinta-feira, 21 de maio de 2009

Vara de condão

Sonhei ser fada
corria sem receio, de nada,
ajoelhava e abria a força do coração.
Tirava os medos,
contava segredo.
Seguia à noite
os trilhos do dia.
Escavava com as mãos
semeava corações de cores
em areias de largos lençóis.
Abria os braços
sobre o mar,
corria nua ao luar
beijando as flores,
cantava tirando dores.
Abraçava todos, libertos de horrores.
Vara de condão…
terminando as guerras
sem razão.
Construía a minha teia
de amores, cheia de flores.

Cristina Pinheiro "Mim"

1 comentário:

Vera disse...

Um belo poema da Mimzinha que eu tanto gosto!!!

Bela escolha :)

Beijinhos