quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Nó limitador


Este nó
Do desconforto
Me estabelece o alcance

Quão perturbador
É o aperto
Que me rodeia o movimento

É vaga
A possibilidade
De o abandonar

Tão vaga
Como a incerteza
Num futuro

Se este nó
Tivesse
Apenas
O efeito de me toldar
De me agarrar
De me segurar

Não permitindo
Que tombe
Intempestivamente
Sem sentido

Mas não
Este nó
Limita-me todo o ser
E sua desenvoltura

Desenfreadamente

António MR Martins

foto da net

1 comentário:

celina vasques disse...

Querido amigo Poeta belissimo teu blogger, agora virei sempre Visitar-te aqui se sente o perfume de versos de poesias!
Adorei passear por entre todos esses Poetas e suas poesias!
!
beijo grande