sábado, 15 de junho de 2013

Palavras Apaladadas – II João Vasco Coelho





ENTRETANTO, É PRECISO RENOVAR UMA FOME ANTIGA

 
Onde há vida
nas coisas do tempo presente

não se pensa tanto em urzes,
na expectativa posta
em sonhos de urbanização loteada

há uma explicação para a pequena morte
que vem com o final dos dias

há um pouco mais de tempo
para acreditar que o corpo vence.

 
João Vasco Coelho

In livro “NA ORDEM DO DIA”, página 11, edições Artefacto, Lisboa 2013.

 
Sobre o livro:

A poesia de João Vasco Coelho torna-se grande com poucas palavras. A forma psicológica e filosófica com que estende seus textos e os temas do quotidiano que eles abordam, são de todo inteligentes, perspicazes e capitularmente vorazes. Toda a envolvência entre o nascer, o existir e o morrer é tratada com subtileza, por vezes, e com premência crítica, de outras, mas sempre contextualizando o apelo a um discernir que não está ao alcance de uma primeira leitura, em inúmeros momentos. “NA ORDEM DO DIA” é uma obra que não nos deixa indiferentes após assimilarmos o seu conteúdo e é, sem dúvida, um excelente trabalho poético. Constatando tudo isso este é um livro amplamente recomendável à leitura e a toda uma interiorização adjacente.
 
A página do autor no facebook:  
https://www.facebook.com/#!/joao.coelho.98?fref=ts

António MR Martins

1 comentário:

INÊS MAOMÉ-Rosa maria coelho disse...

Obrigada meu amigo E POETA ANTÓNIO MARTINS, a análise que faz sobre a poesia de João Vasco não podia estar melhor. Concordo!