terça-feira, 5 de novembro de 2013

O silêncio na voz do poema


Imagem da net, em: www.poesiaemvolta.blogspot.com


Prende-se-me a voz
Nas entrelinhas dos versos

Costumes antigos
Que teimam em não passar
Apesar do sofrimento
Das palavras esquecidas

Elas que nos elucidam do texto
Discernindo-o de sequências diversas

É carismático este devir
Onde desaguam tantas interrogações

A degustação do poema
Faz-se intervalada
Com verdadeiros significados
Em cada pausa
Mesmo que inventada

Eis o silêncio do poema
Que elevará a próxima palavra a ser declamada

 
António MR Martins

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