sábado, 28 de agosto de 2010

Apenas o poema

Um poema simples


Pode ser nada

E incendiar um mundo

E corromper outro



Um poema

Pode ser uma moeda

De três faces

E nenhuma delas

A sorrir



Pode ser um rasgo de sol

Uma ruga de sorriso

Os passos de quem voa

Ou apenas a madrugada.


Carlos Teixeira Luís

2 comentários:

Helen De Rose disse...

Eis um poema que existe fora do tempo e no presente eterno, recebam meu abraço os dois.

Humana disse...

Um simples e belo poema!
Mais um poeta que graças ao António, passo a conhecer.
Um beijo.