segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Com tanta espera

No esperar se salienta
A acalmia do interior
De quem permanece esperando

Pelo tempo então marcado
E pela hora contemplada
Na espera se tenta alcançar

Há quem se desorienta
Pelo passar opressor
E pelo que fica cismando

Algo lhe terá escapado
Ao esperar uma namorada
Num intenso soluçar

Será da vestimenta
Num preceito sem valor
Ou pelo que se vai passando

É um estado detestado
Pelo qual não recebeu nada
E que não consegue ultrapassar

Saber esperar é virtude
Do rigor e do carisma
Nervosismo não dá saúde
Quando visto neste prisma
Perante tanta vicissitude
O esperar já nada anima


António MR Martins

foto in http://ourmagicshell.blogspot.com/2009_11_01_archive.html (na net)

1 comentário:

maria.loures-popp disse...

"...Saber esperar é virtude
Do rigor e do carisma
Nervosismo não dá saúde ..." Sem dúvida alguma! Gostei imenso!