terça-feira, 10 de agosto de 2010

Pai das Donas

Era uma estória
Vinda dos tempos
Longínquos
Há muito sumidos
Nas brumas da memória
Das gentes
Da minha terra

Rezava então
A dita
Que por certo
Mais não seria
Do que uma lenda...

A lenda de um pai
E das ricas
Filhas suas

Levassem eles
O tempo que levassem
A descer ao Domingo
Lá do cimo
Da serra
Até às portas da vila
De Côja
Pois que não se rezaria
A missa
Enquanto o pai e as donas
Ali não chegassem!

Quem não sabia
Fica então a saber agora
Que dessa curiosa estória
Vem o nome
Da minha pequena aldeia
Perdida nos montes
Da serra do Açor:
Pai das Donas


Lurdes Dias "Cleo"


2 comentários:

maria.loures-popp disse...

Gostei imenso da história do Pai das Donas.

cleo / impulsos disse...

Amigo António Martins
Nem sabe o sorriso que me plantou no rosto a esta hora da madrugada...

Muito obrigado!

Beijo