sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Apesar de tudo grato à vida

Negaram-me a plenitude
Sem ter de saber o que é
Estive bem perto do açude
E do abismo que me deu fé

Envolvi-me na serenidade
Pés assentes no meu chão
Fechando portas à maldade
Registei a mais alta sensação

Designei-me entre os simples
No existir que me envolve
E no caminho já percorrido

Situo-me entre os contentes
Pelo que a vida me devolve
Estando assim agradecido

António MR Martins

imagem in http://wp.clicrbs.com.br/bastidoresdatv/2008/04/?topo=48,1,1,,,48 (na net)

2 comentários:

Humana disse...

Este poema é muito lindo e transmite tanto de si, dos seus valores, do Homem que é...
Também agradeço em tê-lo entre os meus novos amigos.
Beijos com amizade.

maria.loures-popp disse...

Gostei imenso! Eu também fechei as portas à maldade e agradeco à vida...